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De ABEC Wiki
Revisão de 14h20min de 17 de junho de 2016 por Paulo.carlin (Discussão | contribs)

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    Fundada em 28 de novembro de 1985, desde então a Associação Brasileira dos Editores Científicos (ABEC BRASIL) apoia editores das mais variadas áreas da ciência a superar o desafio de conquistar a necessária visibilidade aos seus periódicos no nível internacional. 
    Em 2015, ao completar 30 anos, a ABEC BRASIL reafirmou à sociedade brasileira sua missão de promover a divulgação e melhoria dos periódicos nacionais por meio de ações contínuas de capacitação dos editores, autores e editoras no sentido de levar as revistas científicas brasileiras ao reconhecimento nacional e internacional. Nas palavras de seu presidente Sigmar de Mello Rode (presidente da ABEC BRASIL 2012-2015), "o advento da mídia digital promoveu uma grande mudança na comunicação, e a publicação científica não pode fugir a isso, ela tem que participar da mídia digital, ela tem que buscar alcançar a sociedade, não somente a sociedade cientifica, mas também a sociedade de maneira geral, para divulgar o que nós estamos produzindo, que a nossa meta é sempre melhorar a qualidade de vida e a sociedade do cidadão". Nesse sentido, afirma que a ABEC BRASIL completou 3 décadas com a capacidade de "conciliar o pleno vigor da juventude com a maturidade da experiência".
    Sigmar de Mello Rode revela que o grande desafio que imposto pelo governo à comunidade científica, "uma política de governo", é de internacionalizar a produção científica brasileira. "Deste modo a ABEC BRASIL não poderia se furtar de buscar essa internacionalização, e a internacionalização dos periódicos também... fazer com que nossos periódicos ultrapassem nossas fronteiras e sejam lidos por toda academia internacional".
    A pesquisadora Silvia Regina Galetti Queiroz (vice-presidente da ABEC BRASIL 2014-2015), ressalta que os periódicos científicos brasileiros, para se tornarem mais competitivos, necessitam destacar em suas estratégias o máximo de esforços no sentido de tornarem seus conteúdos internacionais, "atingir características que os periódicos do exterior têm para podermos ter um público também do exterior publicando aqui, além do nosso próprio público publicando aqui e ao mesmo tempo tendo o seu trabalho visto pelo mundo todo."
    Francisco de Moura Duarte (primeiro presidente da associação, entre 1985 e 1989) relembra que, quando da fundação da ABEC BRASIL, o país não tinha ainda possibilidade de publicar toda pesquisa que se produzia aqui em revistas de alto nível do exterior. "O que se fez foi estudar a possibilidade de apoiar as revistas científicas que já existiam, as quais eram frutos da abnegação de alguns editores que chegavam até mesmo a fazer a diagramação dos artigos, faziam tudo, corrigiam... Era um sacrifício danado! e pra pouco fruto".
    Para Charles Pessanha (que assumiu a presidência da ABEC BRASIL entre 1993 e 1995) a associação "elevou o nível do periódico científico brasileiro", por definir seu foco de atuação em duas pontas: uma delas, a participação nas grandes instituições nacionais de fomento à pesquisa; a outra, tornar-se membro do comitê editorial do CNPq e simultaneamente conquistar o direito de seu presidente (ou alguém indicado por ele) responder como membro nato da SCIELO (Scientific Electronic Library Online), uma biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros, com o objetivo de promover o desenvolvimento de uma metodologia comum para a preparação, armazenamento, disseminação e avaliação da produção científica brasileira em formato eletrônico.
    Encarregado de redigir o estatuto da associação, Charles Pessanha recorda que foi "uma aventura muito bonita participar com amigos da fundação da ABEC BRASIL, e ter oportunidade de dirigi-lá. "Eu presidi a assembleia geral de fundação, e também a eleição da primeira diretoria. Na época em que criamos a ABEC, é claro que havia pessoas que eram contra a criação, pessoas que não achavam que iria dar certo, que não iria adiantar. Mas o tempo provou o valor da iniciativa."
    Resultado de um projeto de pesquisa da FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, em parceria com a BIREME - Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, e que, desde 2002, conta com o apoio do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a SCIELO, conforme seu diretor Abel Laerte Packer, coopera com a ABEC BRASIL "no sentido de compartilhar os avanços, as técnicas, as tecnologias e  programas de melhoramento dos periódicos e de aperfeiçoamento dos editores. "Importante lembrar que a proposta de criar a SCIELO nasceu de uma reunião da ABEC BRASIL, foi articulada durante uma reunião promovida pela associação", observa.
    A coordenadora da Biblioteca Virtual da FAPESP, Rosaly Fávero Krzyzanowski, lembra que a ABEC BRASIL foi uma grande contribuinte ao SCIELO quando este iniciou seus procedimentos de avaliações das revistas. "Essas revistas já estavam no caminho de ser organizarem, ou já estavam organizadas para serem indexadas pela plataforma SCIELO, em seu caminho, seu foco de serem indexadas no Web of Science, uma base internacional muito importante, em que é dado o fator de impacto da revista", afirma. "Nesse contexto a ABEC BRASIL é absolutamente importante por promover cursos, workshops e congressos nos quais os editores são capacitados para melhorar a qualidade de suas revistas."
    Benedito Barravieira (presidente da ABEC BRASIL 2008-2011) declarou sua paixão pela ABEC BRASIL desde o momento em que recebeu os primeiros convites para fazer palestras sobre a publicação de revistas científicas em meio digital. "Ninguém acreditava em revista eletrônica! E hoje cem por cento das revistas são eletrônicas... em que pese algumas publicarem em papel". Barravieira chama atenção para o fato de que a comemoração dos 30 anos da associação coincidentemente deu-se em um ano muito interessante, porque em 2015 fez 350 anos que foi lançada a primeira revista científica no mundo, Philosophical Transactions of the Royal Society, da Sociedade Inglesa de Ciência, e que existe até hoje, aos 350 anos de vida."
    Profissional da área de Engenharia Química e Processos durante 26 anos, Ana Marlene Freitas de Morais, é capaz de lembrar detalhes sobre quando aceitou o desafio de migrar para a área de gestão, ao aceitar um convite para assumir o cargo de Assessora de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto de Aeronáutica e Espaço. "Foi quando descobri que eu não sabia o que era uma revista científica, eu sabia o que era um artigo científico, que é o que a gente faz, mas a revista não tinha menor ideia, título da revista, idioma da publicação, como montar o corpo editorial, como é o processo de revisão..." Pesquisando na internet, descobriu a ABEC BRASIL. "Eu liguei, mandei e-mail pedindo uma reunião e eles prontamente me atenderam... foram quatro horas de reunião, voltamos super empolgados, mudamos o nome da revista, mudamos comitê editorial... definitivamente a ABEC BRASIL ensinou a gente a fazer a revista como ela deve ser feita."
   Rui Seabra Ferreira Júnior, recentemente empossado presidente da ABEC BRASIL para o período entre 2016 e 2020, observa que o Brasil possui um cenário um pouco diferente dos outros países. "Nos países desenvolvidos o cenário é de algumas revistas que se associam a grandes publishers para ganhar o mercado global; no Brasil normalmente as revistas nascem dentro de departamentos das universidades, dentro de cursos de pós-graduação, dentro de outras sociedades científicas que sentiram, ao longo dos anos, a necessidade de ter um veículo de comunicação próprio e, quando passam a publicar, não conseguem uma inserção internacional tão grande quanto aquelas que já são veiculadas por publishers. Então a ABEC BRASIL vem se colocar justamente nesse gap para unir esses editores, melhorar a capacitação, o treinamento da equipe editorial, que não teria sem a associação onde buscar o conhecimento necessário para melhorar a qualidade do periódico". Participante das ações efetivas da ABEC BRASIL há 15 anos, Rui Seabra observou muitas transformações da sociedade: "ver a associação hoje com essa inserção enorme no cenário nacional, em especial nesses últimos anos, tem sido muito gratificante para nós."
    Entre os temas centrais dos esforços de capacitação de editores brasileiros está a importância da ética nas publicações científicas. Nesse sentido a ABEC BRASIL firmou convênio com a CrossRef, agência internacional de serviços de links persistentes e metadados e sua interoperabilidade. Segundo a pesquisadora Maria Judite Bittencourt Fernandes (2ª-tesoureira da ABEC BRASIL entre 2011 e 2015), convênio de "importância fundamental para qualificação das revistas brasileiras". 
    O CrossRef é também o principal agente mundial do DOI (Digital Object Identifier), observa Rafael Vasconcelos Ribeiro (1º-Secretário da ABEC BRASIL 2011-2015). "É um registro de identificação que permite resgatar um texto na internet. Se eu tenho o DOI de um documento, já tenho também o volume, a página, a editora, nada de informação, é só clicar e a localização é garantida". A ABEC BRASIL tem em seu portfolio oferta de cursos específicos sobre obtenção do DOI e também sobre o iThenticate, uma ferramenta de checagem de plágio. Esse é um problema atual: quando se tem um texto produzido, uma das primeiras coisas que as revistas fazem é checar esse documento com um software, e esse iThenticate é um desses softwares que checa o documento. Então, ele fala para você: esse documento tem 45% de plágio, isso aqui, essas três linhas foram tiradas daquele documento, essas cinco linhas daquele outro documento, ele vai apontando e vai mapeando."
    Para Rafael, a ABEC BRASIL é uma instituição única no país. "Pode-se dizer que o benefício que ela traz para a sociedade e especificamente para a comunidade de editores científicos, de auxiliar no processo de divulgação do conhecimento, esse é um papel que ABEC vem cumprindo com excelência ao longo desses 30 anos."
    André Serradas, responsável pelo Programa de Apoio às Publicações Científicas da USP (Universidade de São Paulo), também considera que a ABEC BRASIL tem sido bastante efetiva na defesa dos periódicos brasileiros, tanto do ponto de vista político quanto do ponto de vista técnico. "Filiados que somos há bastante tempo, temos procurado aproveitar todas as oportunidades e os benefícios que a associação tem nos ofertado."
    Pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), Germana Barata observa que a divulgação científica pode não apenas ampliar as submissões de artigos aos periódicos, mas é também uma forma de dar um retorno para a sociedade quanto aos investimentos públicos direcionados para financiar as revistas científicas. "É uma forma também de mostrar aquilo que a revistas científicas brasileiras estão produzindo."
    Ou, conforme Charles Pessanha, "a sociedade brasileira paga um preço alto para ter uma rede de universidades públicas, existem bolsas da iniciação científica até a bolsa de pós-doutorado e a bolsa de produtividade de ciência, então nós temos um desafio muito grande que é aumentar a presença da ciência no Brasil, cuidando da divulgação científica do produto do nosso conhecimento dentro do país e principalmente, formando novos e bons cientistas, e nesse processo sem dúvida a comunicação científica, a divulgação científica e a revista científica terão um papel muito importante."
    Lewis Joel Grenne (presidente da ABEC BRASIL entre 1996 e 1999, ressalta a importância dos atuais e futuros dirigentes da associação reafirmarem-na como sociedade acadêmica, sem desviar da missão de valorizar as revistas científicas. Para complemento de Jürgen Döbereiner (presidente da ABEC BRASIL 1998-2003): "promover a qualidade tanto no que se refere à capacitação dos editores quanto ao conteúdo das revistas".



Maria Mércia Barradas (Presidente da ABEC BRASIL 2004-2007)

Neste momento importante em que comemoramos os 30 anos da ABEC BRASIL é importante lembrarmos das festividades que realizamos quando da celebração dos 20 anos de nossa associação. Em 2005, quando eu tive o privilégio de presidir a ABEC nós criamos uma logomarca comemorativa a qual teve grande destaque em todos os eventos alusivos aos 20 anos, com as presenças de todos os ex-presidentes, tendo sido todos eles homenageados com diplomas. Bem como uma exposição da história da associação, o lançamento de um livro sobre preparação de revistas científicas, organizado pelas professoras Sueli Mara Soares Pinto Ferreira Targino e Maria das Graças, com prefácio escrito por mim, no qual tive também a oportunidade de dar destaque aos 20 anos da ABEC. Essas ações, todas alusivas aos 20 anos, foram de grande importância para a ABEC tornar-se referência na comunidade dos editores científicos, atraindo assim, um maior número de revistas associadas, e agora aos 30 anos consolidando-se como sociedade científica de prestígio internacional.


Luís Reinaldo Ferraciú Alleoni (Pres. Conselho Deliberativo da ABEC BRASIL 2014-2015)

Eu ingressei na ABEC desde que assumi como editor chefe, e sentia a necessidade na época de compartilhar a minha experiência, e principalmente aprender com os editores mais experientes.


Luís Reynaldo Ferracíu Alleoni (Pres. Conselho Deliberativo da ABEC BRASIL 2014-2015)

O fato de compartilhar com editores de outras áreas foi muito importante também, porque minha área é ligada à agricultura, e nós temos contatos com colegas de biológicas, de exatas, de humanas. Então, todo esse envolvimento foi muito importante.



Luciana Cristina Galleti ( Staff ABEC)

É gratificante ver nosso trabalho a favor da ABEC, ver que isso está fazendo com que a ABEC cresça também, é uma parte pequena, mas faz parte também

Natasha Primati (Staff ABEC)

Essa parte de comunicação acho que é superimportante

Bruna Moraes (Staff ABEC)

Tem um programa que é o Sit Program que a gente oferece, e o interesse só veio quando a gente decidiu divulgar um malling por exemplo. E aí de repente começaram as ligações, começaram os inscritos, então assim é básico, mas o marketing precisa ser feito.

Luciana Cristina Galleti (Staff ABEC)

Se ela não faz novos convênios, não traz notícia nova, e também se não tem uma pessoa para disparar os e-mails para atualizar nosso site, o que vai adiantar? Então, é uma coisa uma.

Bruna Moraes (Staff ABEC)

É uma equipe mesmo, acabou virando uma equipe.

Imagens: Eventos ABEC Brasil anos 2000

Nilson Cruz (Gerente financeiro da ABEC BRASIL)

A ABEC é uma associação de classe, a classe dos editores científicos. Ela sobrevive dos seus recursos que é de anuidades que ela recebe dos associados. A ABEC é composta de diretoria como toda associação, ela tem um conselho deliberativo, e o conselho fiscal, e existe também a assembleia, a assembleia dos associados.


Editoração de revista, diz Ana Marlene, é mesmo uma área de conhecimento: "você precisa aprender, e existe muita coisa disponível... o conselho que eu daria, você quer fazer uma revista? Fazer um artigo melhor? Você é um autor e quer melhorar seu artigo? Aproxime-se da ABEC, frequente os eventos da ABEC, você vai acabar se capacitando, você vai se tornar um autor melhor, um revisor melhor e um editor de primeira qualidade, tenho certeza.


Silvia Regina Galetti Queiroz (Vice-Presidente da ABEC BRASIL 2014-2015)

Quando eu busquei a ABEC, eu busquei nesse sentido, de buscar o aprimoramento do meu periódico, do periódico qual sou editora, e aí eu vejo que eu não só consegui isso, mas eu também tive o prazer de poder me envolver com a associação. Ter essa convivência com esses editores de diferentes áreas do conhecimento, tendo a felicidade de ter esse convívio com essas pessoas de áreas tão distintas da minha.